BRENO COSTA
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje que o governo federal tem a "disposição" de conceder 75 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes brasileiros até 2014.
O número representa um aumento significativo. Atualmente, de acordo com o ministro Fernando Haddad (Educação), são oferecidas cerca de 6.000 bolsas para o exterior por ano.
Sem entrar em detalhes, Dilma afirmou que a prioridade será para cursos na área de ciências exatas.
Também poderão ser beneficiados estudantes que queiram fazer uma parte da graduação no exterior. Essa foi uma das prioridades sugeridas pelo Ministério da Educação à presidente, que tomará a decisão final sobre a destinação das bolsas. A ideia do MEC é que o aluno de graduação, quando volta, agrega a experiência no exterior ao seu curso no Brasil, enriquecendo as aulas.
A outra prioridade sugerida pelo MEC é direcionar as bolsas ao doutorado em áreas estratégicas como engenharia e física. Essa foi a área enfatizada por Dilma em seu discurso.
"Vamos recorrer a um mecanismo que vários países do mundo recorreram, que é enviar brasileiros e brasileiras para fazer, ou de forma parcial, ou de forma completa, cursos no exterior, nas áreas de ciências, sobretudo de ciências exatas", disse a presidente durante discurso na abertura da primeira reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) de seu governo, no Palácio do Planalto.
O tema começou a ser tratado com mais profundidade no governo com a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao país, em março. Na ocasião, um dos acordos diplomáticos firmados entre os dois países foi um acordo de cooperação prevendo o intercâmbio de alunos e professores entre Brasil e EUA. O próprio Obama chegou a citar um número de 100 mil intercâmbios entre os dois países ao longo dos próximos anos.
Hoje, em seu discurso, Dilma também citou o número de 100 mil bolsas --25 mil além do prometido pela presidente. Esse montante seria alcançado por meio de colaboração do setor privado. Para uma plateia formada majoritariamente por empresários, Dilma fez um apelo à iniciativa privada.
"Queria fazer um convite e um desafio aos senhores: eu acredito que o setor privado pode comparecer com uma ajuda aos estudantes brasileiros e ao Brasil, de forma que nos permita chegar a 100 mil bolsas em 2014", disse.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Hábito da leitura pode ser adquirido em qualquer idade; quer tentar?
Ligia Sanchez
Especial para UOL Educação
Em São Paulo
Experiências de programas de incentivo à leitura mostram que o primeiro passo é cativar o potencial leitor, o que se faz com uma proposta desafiadora. "Depois da aproximação, as pessoas são capazes de apreciar a leitura e se interessar por diferentes gêneros”, afirma Maria Alice Armelin, do Cenpec - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária.
Para aqueles que acabaram criando aversão a ler, Silvia Colello afirma que é possível reverter este quadro com a própria magia da leitura. “Um exemplo foi o fenômeno que aconteceu há pouco tempo, da série de livros do Harry Poter, que atraiu milhões de crianças que não liam para a leitura. O importante é embarcar na grande aventura de ler”. Silvia é professora da Faculdade de Psicologia da USP e autora do livro “Textos em Contextos – Reflexões sobre o ensino da língua escrita".
Incentivo na infância é importante
Adquirir o hábito da leitura é um investimento a longo prazo, que se inicia muito cedo na vida das pessoas. "Sem prejuízo da atividade oral de se contar histórias sem livros, é importante ler para crianças desde muito pequenas. E não deve ser abandonada quando ela aprende a ler na escola", afirma a
A família tem papel crucial na formação do hábito de leitura. A maioria das pessoas que gostam de ler dizem que os pais foram quem mais as influenciou a tomar gosto pela coisa, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. “Isso nos leva a explorar a importância do exemplo, lendo na frente das crianças e para elas, mostrando os conhecimentos que foram adquiridos e a contribuição para sua formação profissional”, afirma Zoara Failla, gerente de projetos do Instituto Pró-Livro.
A pesquisa também mostra que as pessoas preferem ver TV, ouvir música ou simplesmente descansar em seu tempo livre. Como estimular a leitura em um ambiente dominado pela televisão, rádio e internet? Segundo Silvia Colello, a leitura não concorre com outras linguagens, é complementar. “Mesmo na TV aparecem coisas escritas. A leitura acaba enriquecendo e é enriquecida pelas outras linguagens, isso faz parte da pluralidade em que aparece no cotidiano.”
Especial para UOL Educação
Em São Paulo
Experiências de programas de incentivo à leitura mostram que o primeiro passo é cativar o potencial leitor, o que se faz com uma proposta desafiadora. "Depois da aproximação, as pessoas são capazes de apreciar a leitura e se interessar por diferentes gêneros”, afirma Maria Alice Armelin, do Cenpec - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária.
Para aqueles que acabaram criando aversão a ler, Silvia Colello afirma que é possível reverter este quadro com a própria magia da leitura. “Um exemplo foi o fenômeno que aconteceu há pouco tempo, da série de livros do Harry Poter, que atraiu milhões de crianças que não liam para a leitura. O importante é embarcar na grande aventura de ler”. Silvia é professora da Faculdade de Psicologia da USP e autora do livro “Textos em Contextos – Reflexões sobre o ensino da língua escrita".
Incentivo na infância é importante
Adquirir o hábito da leitura é um investimento a longo prazo, que se inicia muito cedo na vida das pessoas. "Sem prejuízo da atividade oral de se contar histórias sem livros, é importante ler para crianças desde muito pequenas. E não deve ser abandonada quando ela aprende a ler na escola", afirma a
A família tem papel crucial na formação do hábito de leitura. A maioria das pessoas que gostam de ler dizem que os pais foram quem mais as influenciou a tomar gosto pela coisa, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. “Isso nos leva a explorar a importância do exemplo, lendo na frente das crianças e para elas, mostrando os conhecimentos que foram adquiridos e a contribuição para sua formação profissional”, afirma Zoara Failla, gerente de projetos do Instituto Pró-Livro.
A pesquisa também mostra que as pessoas preferem ver TV, ouvir música ou simplesmente descansar em seu tempo livre. Como estimular a leitura em um ambiente dominado pela televisão, rádio e internet? Segundo Silvia Colello, a leitura não concorre com outras linguagens, é complementar. “Mesmo na TV aparecem coisas escritas. A leitura acaba enriquecendo e é enriquecida pelas outras linguagens, isso faz parte da pluralidade em que aparece no cotidiano.”
Ministro defende novo modelo para hospitais universitários
Ministro defende novo modelo
(Brasília, 26/04/2011) - O ministro da Educação, Fernando Haddad, voltou a defender a adoção em todo o Brasil do modelo de gestão de hospitais universitários utilizado pelo Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA). “O modelo de gestão dos hospitais universitários está em crise desde a década de 80”, disse Haddad. “Os órgãos de controle exigiram do governo federal um novo modelo a ser adotado em todo o país.” Ele fez a afirmação em audiência pública conjunta das comissões de seguridade social e educação e cultura da Câmara dos Deputados, realizada na tarde desta terça-feira, 26.
Tramita no Congresso a medida provisória 520/2010, que estabelece a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A. (EBSERH), uma empresa pública responsável pela gestão dos hospitais universitários. Vinculada ao Ministério da Educação, a nova empresa terá personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio. Os hospitais serão academicamente subordinados a universidades e administrativamente independentes.
De acordo com o ministro, o Brasil é o último país que mantém hospitais de grande porte sob a gestão de universidades. Haddad ainda ressaltou que a definição de um novo modelo de gestão dos hospitais universitários vai facilitar, inclusive, a criação de novas unidades.
O objetivo da criação da empresa pública é modernizar a gestão de recursos financeiros e humanos das instituições. De acordo com a medida provisória, a empresa terá como finalidade a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade, assim como a prestação de serviços de apoio ao ensino e à pesquisa, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoal em saúde pública às instituições federais de ensino ou instituições congêneres.
Os 46 hospitais universitários são vinculados a 32 universidades federais. Responsáveis pela formação de grande número de profissionais médicos do país, essas instituições são, em muitos casos, a unidade hospitalar mais importante do serviço público em determinadas regiões. Cumprem papel importante na consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que 70% das unidades são hospitais de grande porte com grande número de leitos e perfil assistencial de alta complexidade.
Questionado acerca de possíveis mudanças na medida provisória nº 520 de 2010, que propõe a criação de uma empresa estatal para gerir os hospitais universitários, o ministro da Educação, Fernando Haddad, se manifestou favorável a acréscimos no texto original. “No que se refere ao fato de o atendimento ser 100% para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e de a empresa ser 100% pública, acredito que há pontos que podem ficar mais claros”, afirmou Haddad. Ele concedeu entrevista coletiva após o término da sessão conjunta das comissões de seguridade social e educação e cultura da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 26, em Brasília.
A intenção é que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A., instituição que é objeto da MP 520, seja estatal de direito privado, a exemplo do que acontece com a Caixa Econômica Federal e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A instituição seria responsável pela gestão financeira e de pessoal dos hospitais universitários, que continuariam submetidos academicamente às universidades. A MP está prestes a trancar a pauta da Câmara dos Deputados e deve ser votada em breve.
Financiamento – Durante a sessão conjunta, alguns deputados argumentaram que grande parte dos problemas dos hospitais universitários decorre da falta de financiamento, e não de má gestão. Haddad defendeu que tanto a gestão quanto o financiamento dos hospitais seja melhorada. “Sempre há espaço para melhorar a gestão e o financiamento. Até as empresas mais eficientes sempre podem melhorar”, opinou.
Pela MP 520, os hospitais teriam metas de desempenho a cumprir, tanto no que se refere ao atendimento de pacientes quanto no que se refere ao ensino e pesquisa.
Ouça o que Haddad disse sobre a tramitação do projeto no Congresso Nacional.
(Brasília, 26/04/2011) - O ministro da Educação, Fernando Haddad, voltou a defender a adoção em todo o Brasil do modelo de gestão de hospitais universitários utilizado pelo Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA). “O modelo de gestão dos hospitais universitários está em crise desde a década de 80”, disse Haddad. “Os órgãos de controle exigiram do governo federal um novo modelo a ser adotado em todo o país.” Ele fez a afirmação em audiência pública conjunta das comissões de seguridade social e educação e cultura da Câmara dos Deputados, realizada na tarde desta terça-feira, 26.
Tramita no Congresso a medida provisória 520/2010, que estabelece a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A. (EBSERH), uma empresa pública responsável pela gestão dos hospitais universitários. Vinculada ao Ministério da Educação, a nova empresa terá personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio. Os hospitais serão academicamente subordinados a universidades e administrativamente independentes.
De acordo com o ministro, o Brasil é o último país que mantém hospitais de grande porte sob a gestão de universidades. Haddad ainda ressaltou que a definição de um novo modelo de gestão dos hospitais universitários vai facilitar, inclusive, a criação de novas unidades.
O objetivo da criação da empresa pública é modernizar a gestão de recursos financeiros e humanos das instituições. De acordo com a medida provisória, a empresa terá como finalidade a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade, assim como a prestação de serviços de apoio ao ensino e à pesquisa, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoal em saúde pública às instituições federais de ensino ou instituições congêneres.
Os 46 hospitais universitários são vinculados a 32 universidades federais. Responsáveis pela formação de grande número de profissionais médicos do país, essas instituições são, em muitos casos, a unidade hospitalar mais importante do serviço público em determinadas regiões. Cumprem papel importante na consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que 70% das unidades são hospitais de grande porte com grande número de leitos e perfil assistencial de alta complexidade.
Questionado acerca de possíveis mudanças na medida provisória nº 520 de 2010, que propõe a criação de uma empresa estatal para gerir os hospitais universitários, o ministro da Educação, Fernando Haddad, se manifestou favorável a acréscimos no texto original. “No que se refere ao fato de o atendimento ser 100% para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e de a empresa ser 100% pública, acredito que há pontos que podem ficar mais claros”, afirmou Haddad. Ele concedeu entrevista coletiva após o término da sessão conjunta das comissões de seguridade social e educação e cultura da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 26, em Brasília.
A intenção é que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A., instituição que é objeto da MP 520, seja estatal de direito privado, a exemplo do que acontece com a Caixa Econômica Federal e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A instituição seria responsável pela gestão financeira e de pessoal dos hospitais universitários, que continuariam submetidos academicamente às universidades. A MP está prestes a trancar a pauta da Câmara dos Deputados e deve ser votada em breve.
Financiamento – Durante a sessão conjunta, alguns deputados argumentaram que grande parte dos problemas dos hospitais universitários decorre da falta de financiamento, e não de má gestão. Haddad defendeu que tanto a gestão quanto o financiamento dos hospitais seja melhorada. “Sempre há espaço para melhorar a gestão e o financiamento. Até as empresas mais eficientes sempre podem melhorar”, opinou.
Pela MP 520, os hospitais teriam metas de desempenho a cumprir, tanto no que se refere ao atendimento de pacientes quanto no que se refere ao ensino e pesquisa.
Ouça o que Haddad disse sobre a tramitação do projeto no Congresso Nacional.
Reajuste salarial da Educação deve ser definido até sexta-feira
24horasnews.com.br
O reajuste salarial dos trabalhadores da rede estadual de ensino em Mato Grosso deve ser definido até esta sexta-feira (29). Esta é a previsão do presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira, uma vez que o Grupo de Trabalho (GT) está analisando os dados apresentados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na audiência realizada nesta segunda-feira (25) à tarde.
A indefinição se deve à mudança na sistematização dos números referentes aos repasses, despesas e folha de pagamento por parte da Seduc. “Não foi possível fechar a questão já no primeiro encontro, mas os integrantes do GT estão analisando todos os dados”, informou o sindicalista. Por enquanto, a categoria só tem a inflação de 2010 garantida, algo em torno de 6%. É preciso obter ainda o índice de crescimento do Estado e, em cima deste valor, calcular o percentual possível que também contribuirá para o reajuste.
De acordo com Gilmar Soares, a intenção é levar uma proposta formal para a categoria analisar no próximo Conselho de Representantes, que ocorre no final de semana, a partir das 14h do dia 30 de abril, e durante todo o dia 1° de maio, no Hotel Fazenda Mato Grosso. A pauta de reivindicações protocolizada pelo Sintep/MT no dia 21 de janeiro deste ano junto à Seduc aponta o piso salarial de R$ 1.312,00.
O reajuste salarial dos trabalhadores da rede estadual de ensino em Mato Grosso deve ser definido até esta sexta-feira (29). Esta é a previsão do presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira, uma vez que o Grupo de Trabalho (GT) está analisando os dados apresentados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na audiência realizada nesta segunda-feira (25) à tarde.
A indefinição se deve à mudança na sistematização dos números referentes aos repasses, despesas e folha de pagamento por parte da Seduc. “Não foi possível fechar a questão já no primeiro encontro, mas os integrantes do GT estão analisando todos os dados”, informou o sindicalista. Por enquanto, a categoria só tem a inflação de 2010 garantida, algo em torno de 6%. É preciso obter ainda o índice de crescimento do Estado e, em cima deste valor, calcular o percentual possível que também contribuirá para o reajuste.
De acordo com Gilmar Soares, a intenção é levar uma proposta formal para a categoria analisar no próximo Conselho de Representantes, que ocorre no final de semana, a partir das 14h do dia 30 de abril, e durante todo o dia 1° de maio, no Hotel Fazenda Mato Grosso. A pauta de reivindicações protocolizada pelo Sintep/MT no dia 21 de janeiro deste ano junto à Seduc aponta o piso salarial de R$ 1.312,00.
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